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Epitalon — Notas práticas

Por Redação · publicado 2025-08-20 · última revisão 2025-09-30 · Topic

Esta é uma visão de trabalho sobre Epitalon, para quem quer mais que um parágrafo e menos que um manual.

Revisado em 2025-09-30. O que continua em debate é marcado como tal.

Mecanismo de ação

Entre os romanos, seu oráculo era conhecido desde o tempo dos reis, mas o culto só enraizou sob o império de Augusto. Ovídio fez dele o conhecedor do passado, do presente e do futuro, e origem do poder de todas as ervas medicinais, Horácio o colocou mais alto que os deuses romanos, e Virgílio disse que na sequência das Idades do mundo, a última seria regida por Apolo, o que era confirmado pelos célebres Livros Sibilinos, mas era mais conhecido como curador e patrono das artes, e antes do que uma divindade propriamente dita, era mais visto como um símbolo. Entretanto, Augusto avivou seu culto efetivo, e colocou o Estado Romano sob a proteção de Apolo, identificado com Febo (a deidade solar romana). Ao longo dos séculos seguintes, por influência do Mitraísmo do Oriente, o culto se voltou mais para o próprio Sol do que para Apolo, que teve suas múltiplas atribuições e seu antigo lugar preponderante entre os gregos resumidos à cura e à arte. Apesar desta decadência, Apolo já havia consolidado um legado simbólico e imaginário de grande riqueza e poder, e desde então, tanto os Estados e príncipes como a Igreja competiram pelo seu uso.

Fontes: pt.wikipedia.org

Estado das pesquisas

=== Apolo no cristianismo, nas artes e no Estado moderno === Com a ascensão do cristianismo, os Padres da Igreja e os filósofos cristãos contribuíram ativamente para o progressivo descrédito e esquecimento dos deuses pagãos, denunciando-os como falsos deuses. Lactâncio, por exemplo, ridicularizou os mitos de Apolo e dos demais deuses como uma impossibilidade óbvia — haviam nascido de uniões sexuais, o que via como inconciliável com a natureza divina, e dizia que se tratavam de simples mortais magnificados. Quanto a Apolo propriamente dito, Aristides o acusou de estuprador, assassino, embusteiro, invejoso e iracundo, dizendo ainda ser um absurdo que alguém que não deveria reinar nem entre os mortais fosse considerado uma das potestades celestes. Entretanto, antes do ocaso final do paganismo, autores pagãos como Celso atacaram o cristianismo em bases semelhantes às que usaram os cristãos para destruir o Panteão pagão, perguntando como uma virgem poderia ter concebido, e se ela o pôde fazer, por que os deuses pagãos não poderiam amar mulheres mortais da mesma forma e gerar descendência; além disso, o deus que figurava nas Escrituras judaico-cristãs, frequentemente irado, assassino e vingativo, também não podia ser considerado um exemplo de virtude. Mesmo com toda a condenação do paganismo, a teologia paleocristã foi largamente devedora da filosofia e da metafísica clássicas, especialmente dos neoplatônicos, como se prova na leitura da literatura patrística e na própria Bíblia.

Fontes: pt.wikipedia.org

Uso e manuseio

O Evangelho de João, por exemplo, abre com as frases: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens". Cristo é dito a encarnação do Verbo, o que remete à identificação grega de Apolo com a Palavra Divina através da profecia. A rigor Apolo não reivindica a profecia como sua; ele é um deus poderoso, mas subordinado a seu pai, Zeus, o deus supremo, e necessariamente se coloca muito próximo dele em sua função de seu porta-voz. Homero, em seu Hino a Apolo, faz Apolo dizer: "Possa a lira me ser cara, e também o arco encurvado, e para os homens eu proclamarei em oráculos o infalível conselho de Zeus", e no Hino a Apolo órfico o deus é descrito como "a luz da vida", de modo que as similaridades entre as teologias cristã e pagã são evidentes.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Qualidade e análise

A visão negativa da mitologia grega continuou ao longo de toda a Idade Média, e Apolo chegou a ser identificado com o Diabo. Mas a tradição popular de culto dos deuses solares era por demais arraigada para que seu significado pudesse ser obliterado completamente pelos cristãos, e de fato vários dos atributos apolíneos foram transferidos para novos personagens da cena religiosa em mudança, numa "política de solarização", como referiu Christian Mandon. São Jerônimo orientou a liturgia do batismo dizendo que o cristão deveria morrer para o pecado e se voltar para o leste — onde nasce o sol — estabelecendo uma aliança com o "Sol da Justiça", o Cristo, em quem poderia renascer. Em torno do século VI, surgiu substituindo Apolo o culto do arcanjo São Miguel, cuja vitória sobre a "Antiga Serpente" — uma das formas do Diabo — é o exemplo mais claro de paralelismo com a vitória de Apolo sobre a Píton. O culto de São Miguel se disseminou rapidamente na Idade Média, muitas vezes instituído sobre antigos santuários de Apolo, e em alguns lugares da Europa suplantou o do próprio Cristo. Ao mesmo tempo, a iconografia de Apolo, especialmente aquela desenvolvida no período helenista-romano, foi absorvida rapidamente pelo Cristianismo para as primeiras representações de Cristo. Desde o século IV aparecem imagens de Cristo com atributos típicos de Apolo, como o halo, uma coroa de raios de luz, às vezes conduzindo uma quadriga, da mesma forma como Apolo-Febo-Mitra era figurado em pinturas e mosaicos mais antigos.

Fontes: pt.wikipedia.org

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